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ÁGUAIlustração: Jon Romero

A fonte vital para a sobrevivência do Homem está ameaçada de extinção, o desrespeito a natureza é total, e o Fala Criança faz um alerta : o nosso planeta está doente e precisando de ajuda.

Água é a substância mais comum na Terra. Cobre 70% da superfície terrestre. Existem cerca de um bilhão de quilômetros cúbicos de água na Terra. Formam os oceanos, rios e lagos, embebe o solo e está no ar que respiramos. Não existe vida sem água. Na natureza a água se encontra nos três estados: sólido, líquido e gasoso. Cada copo de água que bebemos contém moléculas de água usadas inúmeras vezes anteriormente. Nossa demanda de água aumenta constantemente. A cada ano cresce a população do mundo. Vivemos num mundo de água. Mas quase toda água, cerca de 98% está nos oceanos. Somente uma média de 2% da água do mundo é doce. O ciclo da água na natureza é indispensável à vida e sua maior ou menor abundância é determinante para a configuração dos ecossistemas.

Ciclo da Água

Os oceanos, mares, rios, lagos, regatos e mesmo as poças de água que se formam no chão estão se evaporando continuamente. Ao se evaporar, a água passa para o estado gasoso. Ela forma gotículas na atmosfera, que dão origem às nuvens. Estas formam a chuva, a neve, o sereno etc. Caindo novamente sobre a terra, a água se infiltra no solo e formam os lençóis de água subterrâneas, que originam as fontes e os regatos. Estes reunidos vão desaguar nos mares, recomeçando tudo outra vez. A água está continuamente mudando de estado físico e se movimentando da terra para a atmosfera e da atmosfera para a terra. Este movimento forma o nosso clima. O movimento de vapor d’água da terra para atmosfera e seu retorno forma o clima da região. Tudo o que é jogado em ralos de pias, em bueiros, sanitários ou mesmo quintais, acaba interferindo no ciclo natural da água. A maior parte dos poluentes da atmosfera reage com o vapor da água na atmosfera e volta à superfície sob forma de chuvas. As águas também são o destino final de quase toda a poluição do meio ambiente. As cidades e fábricas lançam seus resíduos nos mares, lagos e rios convertendo-os em esgotos. São contaminações com altos teores de substâncias orgânicas e inorgânicas muito prejudiciais à saúde humana e ao equilíbrio ecológico. São geralmente dejetos domésticos, resíduos industriais, petróleo, fertilizantes, agrotóxicos e metais pesados como o chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio utilizados nas indústrias e mineração. Esse material jogado nos rios e mares acaba com toda flora e fauna aquáticas. A matéria orgânica dissolvida alimenta inúmeros microorganismos que, para metabolizá-la, consomem o oxigênio das águas. Em grandes quantidades, esses microorganismos formam as chamadas “marés vermelhas: as águas ficam escuras, matam peixes e os frutos do mar tornam-se tóxicas para o consumo humano.
Cada litro de água de esgoto consome de 200 a 300 miligramas de oxigênio, o equivalente a 22 litros de água. Se a carga de esgoto for superior à capacidade de absorção das águas, o oxigênio desaparece, interrompendo a cadeia alimentar e provocando a morte da fauna. Isso ocorre com freqüência em várias regiões do Brasil, como na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, na Represa Billings, em São Paulo.

Poluição dos mares

As reservas de água doce que ocupam 2% da superfície terrestre estão concentradas principalmente no gelo das calotas polares e nos lençóis subterrâneos. O petróleo é considerado o principal poluente do ambiente marinho. Vazamentos em poços petrolíferos marítimos, em terminais portuários, em navios petroleiros e a limpeza dos tanques são responsáveis pelo o despejo anual de 1 milhão de tonelada de óleo nos oceanos. O óleo espalha-se pela superfície e forma uma camada compacta que demora anos para ser removida. Isso impede a oxigenação da água, mata a fauna e flora marinhas e altera o ecossistema.

S.O.S Água

Como vimos, a água é vital para a sobrevivência da raça humana, uma dádiva do criador que o homem não está cuidando, vivemos no momento uma crise de energia provocada pela escassez de água, provocada também por falta de investimento no setor. Além da questão econômica que quase todas as pessoas sofrem, o carioca está ingerindo água poluída ao mesmo tempo em que se banha em um mar que mesmo sendo considerado um dos grandes pontos turísticos, apresentou um índice de até 29% de suas amostras reprovadas. Já foi constatado em vários bairros problemas com a água potável. Há indícios de que a qualidade da água que ingerimos não é boa. As condições críticas da água do Paraíba do Sul responsável pelo abastecimento de 12 milhões de pessoas, apresentam violação de padrões de 53 praias, o assoreamento crescente (81 cm a cada 100 anos) o que vai prejudicar os navios de atracarem nos portos, gerando problemas econômicos. A ocupação desordenada e precária nos 15 municípios em torno do local trará grande impacto ao meio ambiente. Será que nós vamos dar valor às nossas águas só quando a perdemos?

Pesquisa por – Jony Romero 5ª série