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Brincar
é preciso! Respeitem nossos direitos
O direito de brincar
não é só para quem tem condições
de comprar brinquedos. É para
quem quer brincar e descobre a alegria da brincadeira numa
conversa com amigos ou numa caixa de papelão, que,
do nada, vira um carrinho de brinquedo.
O importante é que a gente mantenha dentro de si a
chama da infância que o mundo tenta apagar, tornando-se
cada vez mais breve, e menos feliz. Essa infância está
sendo roubada de nossas crianças, que ao invés
de brincarem, acabam jogadas prematuramente no duro trabalho
doméstico ou na agricultura, ou em muitas outras atividades
que incluem os perigosos sinais de trânsitos onde vendem
balas e fazem malabarismos. Apesar de aceito pela sociedade
como solução para a falta de escolas e para
impedir o jovem de se tornar marginal, o trabalho traz conseqüências
nocivas ao desenvolvimento físico e psicológico
da criança.
Sabe-se que, do ponto de vista do empregado, o trabalho assalariado
infanto-juvenil apresenta algumas vantagens em relação
ao executado pelos adultos. As crianças podem ser mais
facilmente adequadas às funções disponíveis
e podem ser mais facilmente dispensadas. É um trabalho
muito valorizado, sendo consideravelmente mais baixo o salário
pago a crianças e adolescentes. Esse fato explica ,
em parte, o aumento do número de crianças assalariadas,
ao mesmo tempo que também cresce o desemprego entre
os trabalhadores adultos. Existe ainda um aspecto cultural
relacionado ao trabalho infantil na agricultura, é
a aceitação entre a população
rural de que o trabalho deve fazer parte do processo de formação
dos jovens. As condições do trabalho infantil
na agricultura são muito duras, com ferramentas cortantes,
exposição a produtos tóxicos, carregamento
de fardos pesados, jornadas de trabalho que impossibilitam
a freqüência à escola e o direito à
infância e às brincadeiras. Dona Francisca, trabalhadora
rural na infância, conta que com 6 ou 7 anos ajudava
a mãe nos afazeres domésticos, no cuidado com
os irmãos e brincava com uma boneca de milho, feita
com espiga com seus longos cabelos dourados. Tinha também
uma casinha no tronco de uma árvore caída. Sem
saber, em sua inocência, Dona Francisca
defendia seu espaço como criança, o seu direito
de brincar.
Mas será que as 500 mil crianças trabalhadoras
domésticas do Brasil estão conseguindo defender
esse espaço?
Elas representam um terço do trabalho infantil em lares
da América do Sul e, o que é mais espantoso,
a maioria delas trabalha para famílias de classe média
baixa e sofre ameaças e violência psicológica.
É um triste panorama. Em 1989,havia 7. 316. 636 crianças
trabalhando em diversos setores de economia. Um número
que não pára de crescer!
E o que está sendo feito para mudar isso?!
O Brasil até que está adiantado em relação
aos outros países, tendo uma legislação
proibitiva ao trabalho infantil e de proteção
ao direito da criança e do adolescente. Mas não
é só trabalho que rouba a infância das
crianças. Mesmo as não tão humildes,
têm a possibilidade de crescer de forma feliz e harmoniosa
ameaçada. Os adultos exigem um comportamento de “homenzinhos”
e “mulhereszinhas”. Grandes responsabilidades,
muitos compromissos com cursinhos, aulas disso e daquilo e
a escolaridade precoce,que queima etapas. É cruel.
Não se obedece ao ritmo da criança, que tem
que superar seus limites para ser aceita pela sociedade e
pela família.
É o trabalho precoce, a escolarização
precoce, sem falar nos limites que a violência urbana,
que nos faz reféns, impõe à criança.
Contra tudo isso, temos instrumentos, como os Conselhos de
direitos da Criança e do Adolescente e os Conselhos
Tutelares, temos programas sociais para as crianças,
que se propõem a resgatar a infância quase perdida.
Temos a possibilidade do enriquecimento da vida interior da
criança como salvação. E a vida interior
da criança é centrada no seu brincar.
É brincando que ela expressa sentimentos e emoções,
experimenta suas habilidades, manifesta suas potencialidades,
amadurece de dentro para fora, liberta-se.
POR:
JÉSSICA LISLA, HANNA GOMES, ISMÁRIA PAIVA_ 6.A
SÉRIE
ORIENTADORA:
PROF.A ANGELA VALLEJOS.
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