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DEIXE
A CRIANÇA CRESCER EM PAZ
O que há
em comum entre inocência, desejo sexual e violência?
A resposta é uma série de fatos e revelações
que colocam todos os adultos sob suspeita. Pedofilia, prostituição
infantil, abuso sexual, pornografia infanto-juvenil... Todos
estes termos querem dizer a mesma coisa.: COVARDIA. Em todo
o planeta, crianças e jovens padecem por um único
motivo: a falta de entendimento sobre o que é certo
e errado na relação com os adultos. A ingenuidade,
torna meninas, meninos e até bebês, objetos do
desejo sexual de pessoas aparentemente normais. O Mundo Cão
ocupa os noticiários com manchetes assustadoras sobre
os casos de pedofilia individual e em grupo, adolescentes
violentadas e vendidas como mercadoria por seus próprios
pais e um lucrativo comércio de imagens infanto-juvenil
para fins sexuais.
Para todos estes atos há uma explicação.
Especialistas em desvios psicológicos e sociais classificam
os delitos por categorias: Pedofilia: perversão sexual
em que crianças são o objeto sexual preferido,
subdividindo-se em outros grupos específicos: Hebefilia:
preferência por adolescentes; Ninfofilia: preferência
por meninas; Boys Lovers: admiradores da figura angelical
das crianças, dando conotação artística
às imagens; Clubes de pedófilos: promovem a
troca de imagens e dão suporte financeiro e apoio jurídico
aos membros presos. Além de organizarem viagens para
o que chamam de turismo sexual; Prostituição
infantil: utilização ou participação
de crianças ou adolescentes em atos sexuais com adultos
ou outros jovens. A pena prevista para todos estes casos garante
que os criminosos estarão de volta antes de a vítima
conseguir superar o trauma, o que em alguns casos pode ser
NUNCA.
Cruel e indefensável, também, é a tendência
de se classificar a pedofilia como uma preferência sexual
ou, ainda, uma prática de busca do prazer. Os criminosos
não se dão por satisfeitos. Além de cultuarem
os corpos infantis como objetos de orgasmo, ainda crêem
que um dia serão reconhecidos como bem intencionados.
É o caso de um grupo de pedófilos que se organizou
e produziu farto material informativo com o intuito de alterar
a legislação vigente nos Estados Unidos, com
base na afirmação de que suas atividades representavam
sentimentos naturais e inofensivos. Só se esqueceram
de revelar o grande negócio que está por trás
deste “desvio de comportamento”. Apenas nos Estados
Unidos estima-se que o mercado de pornografia infantil movimenta,
anualmente, de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões.
O problema é mundial e desconhece as barreiras entre
as classes sociais. Se por um lado se atribuí à
miséria o motivo pelo qual os pais prostituem suas
filhas, deve ser levado em conta que na maioria dos casos
são eles próprios que têm a primeira relação
com as meninas. Por outro lado, podemos lembrar do recente
episódio do médico conceituado que abusava de
meninos de classe média alta em seu luxuoso consultório
em São Paulo e gravava tudo em vídeo. Outro
acontecimento aterrorizante foi a descoberta da rede de pedófilos
que exibiam os próprios filhos para o deleite dos amigos
internautas. Doentes, mas conscientes o suficiente para tomar
medidas que ocultem suas identidades e mascarem seus comportamentos.
Muitos desses homens ainda são poupados com o direito
à privacidade. O mesmo não vale para as suas
vítimas.
Abusadas e amedrontadas, as crianças tornam-se reféns
da violência do silêncio, da indiferença,
da coação, da apropriação de corpos.
Sem saberem como denunciar seus algozes e serem tratadas com
dignidade pela sociedade, muitas vítimas não
chegam sequer a virar um número nas estatísticas.
A sociedade parece ainda não estar preparada para lidar
com esta brutalidade e nenhum serviço de apoio supre
todas as necessidades. A ajuda policial revela apenas uma
relação simplória de crime e castigo.
Muito ainda precisa ser feito, principalmente quanto ao implemento
do mercado da exploração sexual infanto-juvenil.
É fundamental que todos percebam que a inocência
não deve ser punida mas protegida. As crianças
são a única possibilidade de se construir um
mundo melhor e devemos estar atentos para garantir o desenvolvimento
gradual e saudável da infância.
O QUE PENSAM
OS JOVENS
Ana Paula
entrevista
“Pouca vergonha
é abusar de menores. As pessoas que fazem essas barbaridades
deveriam se tratar e não ficar abusando de crianças
inocentes. É errado os pais ficarem prostituindo seus
filhos por falta de dinheiro, o certo era tentar procurar
um emprego e não sair por ai vendendo os próprios
filhos, porque não é assim que as coisas se
resolvem.” (Caroline Soares, 7ª série)
“É
desumano essas pessoas abusarem de menores, e elas não
gostariam de sofrer o que essas crianças sofrem. Também
não é certo os pais, por falta de dinheiro,
prostituírem os filhos, pois isto é uma falta
de respeito a eles.” (Camilla Trajano, 7ª
série)
“O abuso
de menores é covardia, falta de respeito e desumanidade.As
crianças não têm noção do
que está acontecendo. É uma monstruosidade os
pais explorarem os próprios filhos por falta de dinheiro.
Será que eles não têm respeito por suas
crianças? ” (Camila Couto 7ª série)
Ana Paula Barbosa -7º serie
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