Quem Somos
Equipe
Editorial
Artigos
Entrevistas
Papo Sério
Meio Ambiente
Ciências
Direitos
Quadrinhos
Eventos
Momento Fala
Kid Denúncia
Portfólio
Links
Fale Conosco

 

Televisão, liga ou desliga: eis a questão.

Ela pode ser quadrada, retangular, de vários tamanhos e cores. Sem eletricidade, é uma tela apagada que reflete tudo o que está à sua frente. Mas basta um toque no botão LIGA para se iluminar e trazer de todas as partes do mundo imagens dos mais variados tipos e assuntos para dentro de nossa casa. Essa mágica que acontece agora mesmo em muitos lares do planeta não revela nenhum enigma nem esconde o mistério de como é feita. Seu nome é televisão.
Conhecida internacionalmente pelo apelido de TV, pode-se dizer que ela é um veículo de comunicação, uma fonte de informação, uma opção de lazer e divertimento.
Coisas bastante úteis no mundo moderno. Mas a simples vontade de ligá-la promove um importante debate sobre a programação exibida e sua influência na sociedade. As pesquisas sobre os efeitos provocados nos telespectadores quase sempre se voltam para o público infanto-juvenil. Há uma crescente preocupação na sociedade em relação à qualidade da programação e como a falta de controle no que é exibido pode influir no comportamento de crianças e jovens. Não se pode afirmar com convicção que a TV é responsável pIlustração: Ronaldelo aumento da violência ou que provoque o atraso no desenvolvimento mental do público. Mas é certo que devemos usar a capacidade de comunicação da TV como aliada da Educação para formar telespectadores mais críticos e com capacidade de discernimento entre o que é ficção e realidade.
Para medir o bom e o ruim da TV são usadas duas fórmulas: uma a partir da quantidade, que considera a audiência como o critério de sucesso para um programa; e outra a partir da qualidade, que analisa o conteúdo da programação exibida. As emissoras de televisão brasileiras são, em maioria, empresas e, por isso, investem em produções que dêem lucros. A quantidade de pessoas que assistem a um programa garante ou não a sua permanência no ar. Para descobrir se estão agradando, as empresas encomendam aos Institutos de opinião e pesquisas quase que diariamente. Um desses institutos ficou tão conhecido que virou até sinônimo de sucesso: é o Ibope. Dessa maneira, temos a impressão de que o público só assiste a que gosta. Mas será que isso é verdade?
Uma pesquisa realizada pela Unicef revelou que os adolescentes brasileiros ficam em média quatro horas por dia diante da TV. Em outra pesquisa, realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os pais assumem que preferem que os filhos fiquem em casa vendo TV, e não fazem nenhum tipo de restrição à programação assistida. Se valer para todos os jovens o que revelam os 750 americanos de 10 a 16 anos entrevistados sobre a influência da TV, será necessário melhorar o conteúdo da programação para que a audiência possa contribuir para um avanço na Educação. Vejamos o resultado: um terço dos jovens afirmou que quer experimentar as coisas que vê na televisão, 82% acham que os programas deveriam ajudar a ensinar o que é certo e o que é errado; quase a metade contou que os programas transmitidos à noite levam a acreditar que a maioria das pessoas é desonesta ; mais de 50% disseram que os programas de TV retratam os pais “bem mais bobos do que são na vida real”; 62% confirmaram que o sexo na televisão e nos cinemas os influenciam a manter relações quando ainda são muito novos.
Tratados apenas como um mercado consumidor, tanto as crianças quanto os jovens reagem de maneiras diversas em relação ao imenso volume de imagens e informação jogadas pela TV todos os dias. Cenas que atraem alguns são repelidas por outros. Os gostos são variados. Muitas vezes o jovem não escolhe o programa, ele assiste o que tiver passando porque ver TV é uma forma de lazer. É certo que a participação dos pais, conversando sobre a programação ou mesmo colocando limites,influencia o olhar infanto-juvenil. Mas será que os pais estão preparados para avaliar o conteúdo da programação de TV? Isso já é outra matéria...

CONTROLE REMOTO

Ver TV pode ser um ótimo ou um péssimo programa. Tudo depende da consciência e da capacidade crítica de quem está diante da tela. Devemos, no entanto, ficar atentos aos sintomas, como a credibilidade total em relação ao conteúdo exibido e a falta de reação a cenas de grande impacto emocional. É importante nos mantermos conscientes para exercer o mais valioso de todos os direitos: a liberdade de escolha.

LIGA: Uma programação de boa qualidade pode divertir; despertar a curiosidade para assuntos desconhecidos; informar sobre a realidade; ensinar coisas novas; ampliar a visão de mundo; mostrar diferentes culturas e formas de vida; facilitar a comunicação; divulgar novidades científicas; estimular o debate sobre temas polêmicos (homossexualismo, drogas, prostituição etc)...

DESLIGA: Assistir televisão demais pode interferir no horário dos estudos e do convívio social; banalizar a violência; gerar uma certa distorção da realidade quando o programa aborda temas polêmicos (sexo, drogas,corrupção etc.) sem preocupação com o conteúdo; atrapalhar o tempo de convívio familiar, principalmente nas casas com TV no quarto.