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VIOLÊNCIA
- Podemos mudar isso?
Grupos de direitos
humanos solidários com as famílias vítimas
dos atos violentos ocorridos recentemente por todo o país,
coloca toda sociedade em alerta, aonde vamos parar? Não
só o aumento da criminalidade, mas o índice
de crueldade executado pelos criminosos nos últimos
meses, é assombroso. Por que será que os bandidos
estão ganhando? Seria a impunidade que tomou conta
do país? Seria o mau exemplo de policiais envolvidos
em crimes? Seria o mal funcionamento da justiça? Enfim,
é uma situação grave que está
levando a opinião pública à questionar
as instituições responsáveis pela segurança
de nossas crianças.
Em 1996 o grande índice de violência na época
levou a sociedade a criar o manifesto “Cidadania para
todos ”repudiando todo e qual quer tipo de violência,
apresentando propostas para diminuir a criminalidade. No documento
as entidades se diziam indignadas com a crueldade dos crimes
e chacinas ocorridas nas periferias das grandes cidades, também
defendia que a política de segurança deve ter
como princípios o respeito a lei, a busca da eficiência
, o controle da qualidade e a melhoria dos recursos dos sistemas
policiais segurança pública fundada no arbítrio,
na tortura e nas execuções sumárias,
resulta na insegurança de todos e na barbaria”.
Essa mobilização foi positiva, mesmo trazendo
alguns avanços, é muito pouco, é preciso
uma nova ação mobilizadora, com mais campanhas,
não basta dizer BASTA, é preciso uma ação
mais severa, cobrando das autoridades, resultados mais eficazes.
Segundo Adolfo Konder (Advogado Criminalista), em seu artigo
O Rio contra o crime, faz uma colocação interessante.
“O problema da segurança na verdade terá
que ser estudado dentro, de um quadro geral e englobar títulos
e subtítulos como saúde, educação,
cultura, transporte, economia, dívida externa, política
salarial, habitação, emprego, onde, certamente,
serão detectadas as razões do aumento da criminalidade.”
Essa abordagem nos mostra de uma forma globalizada, que a
violência é uma questão profunda que precisa
ser revista pelas autoridades com mais rigor. O Ministro José
Gregori anunciou recentemente um plano nacional de segurança
pública e disse: “Não estamos agindo no
campo eminentemente policial estamos agindo no campo prisional,
no campo social, trazendo juventude para programas que retirem
principalmente as parcelas mais excluídas da tentação
da criminalidade”.
Essas ações são importantes dês
que preserve a integridade de crianças e adolescentes,
que estão refém de uma situação
insuportável. O perigo é maior do que se imaginava,
antes a violência se restringia às ruas e periferias,
agora invade as escolas colocando em risco alunos e professores
indefesos que são
impedidos de exercer seus direitos de ir e vir com segurança,
a indignação é geral entre as crianças,
medidas urgentes devem ser tomadas, não podemos viver
aos mandos e desmandos de bandidos, não podemos continuar
vivendo
assim. O Fala Criança ouviu a opinião de alguns
alunos.
“Tenho 14
anos, sou
estudante da 8ª série do ensino fundamental, a
minha opinião sobre esse assunto é que o erro
começa em casa. Primeiro porque os pais não
dão limites aos seus filhos e não controlam
o que ele assistem na televisão, mas hoje isso é
muito difícil, pois até em um simples desenho
animado destacam-se a violência de forma que as crianças,
que estão formando sua personalidade, fantasiam essa
violência como uma brincadeira normal, crescem na verdade
crianças violentas podendo até ser chamada ou
vista como um delinqüente. Outro erro é dar brinquedos
como armas, facas e espadas para criança que, ao invés
de educarem, estimula mais a violência. Hoje em dia,
independente de ser criança ou adolescente, acontecem
muitos casos de chacinas em escolas onde alunos carregam armas,
bombas caseiras, agredindo e molestando crianças e
professores. Esses problemas não ocorrem só
no Brasil. Em outros países como Estados Unidos a situação
ainda é pior.
“Tenho 12
anos e estou cursando a 4ª série, o problema é
muito grave, principalmente em relação à
violência contra mulheres. Tem mais homens mortos por
homicídios do que mulheres, mas no ano passado morreram
mais ou menos 1384 mulheres - eu acho um absurdo, todas vítimas
de vários tipos de crueldade. Precisamos repudiar todo
e qualquer tipo de violência, principalmente sequestro,
abuso sexual e estupro seguido de morte. É preciso
haver punições mais rígidas para inibir
esses atos de selvageria.
O Fala Criança
acredita que tudo isso pode ser mudado se realmente a sociedade
se mobilizar e exigir dos governos Federal, Estadual e Municipal
uma ação imediata que venha resgatar definitivamente
a paz em nossas comunidades.
VAMOS DIZER
NÃO VIOLÊNCIA!
Por: Wagner Frazão 4º série,
Pedro Serra 3º série,
Isabela Madeira- 5º série,
William Santos 4º série
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