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VIOLÊNCIA - Podemos mudar isso?Ilustração: Alex Rodrigues

Grupos de direitos humanos solidários com as famílias vítimas dos atos violentos ocorridos recentemente por todo o país, coloca toda sociedade em alerta, aonde vamos parar? Não só o aumento da criminalidade, mas o índice de crueldade executado pelos criminosos nos últimos meses, é assombroso. Por que será que os bandidos estão ganhando? Seria a impunidade que tomou conta do país? Seria o mau exemplo de policiais envolvidos em crimes? Seria o mal funcionamento da justiça? Enfim, é uma situação grave que está levando a opinião pública à questionar as instituições responsáveis pela segurança de nossas crianças.
Em 1996 o grande índice de violência na época levou a sociedade a criar o manifesto “Cidadania para todos ”repudiando todo e qual quer tipo de violência, apresentando propostas para diminuir a criminalidade. No documento as entidades se diziam indignadas com a crueldade dos crimes e chacinas ocorridas nas periferias das grandes cidades, também defendia que a política de segurança deve ter como princípios o respeito a lei, a busca da eficiência , o controle da qualidade e a melhoria dos recursos dos sistemas policiais segurança pública fundada no arbítrio, na tortura e nas execuções sumárias, resulta na insegurança de todos e na barbaria”. Essa mobilização foi positiva, mesmo trazendo alguns avanços, é muito pouco, é preciso uma nova ação mobilizadora, com mais campanhas, não basta dizer BASTA, é preciso uma ação mais severa, cobrando das autoridades, resultados mais eficazes. Segundo Adolfo Konder (Advogado Criminalista), em seu artigo O Rio contra o crime, faz uma colocação interessante.
“O problema da segurança na verdade terá que ser estudado dentro, de um quadro geral e englobar títulos e subtítulos como saúde, educação, cultura, transporte, economia, dívida externa, política salarial, habitação, emprego, onde, certamente, serão detectadas as razões do aumento da criminalidade.” Essa abordagem nos mostra de uma forma globalizada, que a violência é uma questão profunda que precisa ser revista pelas autoridades com mais rigor. O Ministro José Gregori anunciou recentemente um plano nacional de segurança pública e disse: “Não estamos agindo no campo eminentemente policial estamos agindo no campo prisional, no campo social, trazendo juventude para programas que retirem principalmente as parcelas mais excluídas da tentação da criminalidade”.
Essas ações são importantes dês que preserve a integridade de crianças e adolescentes, que estão refém de uma situação insuportável. O perigo é maior do que se imaginava, antes a violência se restringia às ruas e periferias, agora invade as escolas colocando em risco alunos e professores indefesos que são
impedidos de exercer seus direitos de ir e vir com segurança, a indignação é geral entre as crianças, medidas urgentes devem ser tomadas, não podemos viver aos mandos e desmandos de bandidos, não podemos continuar vivendo
assim. O Fala Criança ouviu a opinião de alguns alunos.

“Tenho 14 anos, sou
estudante da 8ª série do ensino fundamental, a minha opinião sobre esse assunto é que o erro começa em casa. Primeiro porque os pais não dão limites aos seus filhos e não controlam o que ele assistem na televisão, mas hoje isso é muito difícil, pois até em um simples desenho animado destacam-se a violência de forma que as crianças, que estão formando sua personalidade, fantasiam essa violência como uma brincadeira normal, crescem na verdade crianças violentas podendo até ser chamada ou vista como um delinqüente. Outro erro é dar brinquedos como armas, facas e espadas para criança que, ao invés de educarem, estimula mais a violência. Hoje em dia, independente de ser criança ou adolescente, acontecem muitos casos de chacinas em escolas onde alunos carregam armas, bombas caseiras, agredindo e molestando crianças e professores. Esses problemas não ocorrem só no Brasil. Em outros países como Estados Unidos a situação ainda é pior.

“Tenho 12 anos e estou cursando a 4ª série, o problema é muito grave, principalmente em relação à violência contra mulheres. Tem mais homens mortos por homicídios do que mulheres, mas no ano passado morreram mais ou menos 1384 mulheres - eu acho um absurdo, todas vítimas de vários tipos de crueldade. Precisamos repudiar todo e qualquer tipo de violência, principalmente sequestro, abuso sexual e estupro seguido de morte. É preciso haver punições mais rígidas para inibir esses atos de selvageria.

O Fala Criança acredita que tudo isso pode ser mudado se realmente a sociedade se mobilizar e exigir dos governos Federal, Estadual e Municipal uma ação imediata que venha resgatar definitivamente a paz em nossas comunidades.

VAMOS DIZER NÃO VIOLÊNCIA!
Por: Wagner Frazão 4º série,
Pedro Serra 3º série,
Isabela Madeira- 5º série,
William Santos 4º série