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Críticas
marcam o 12º aniversário do Estatuto da
Criança e do Adolescente
JORNAL
DO BRASIL - Mais de uma década depois da aprovação
do Estatuto da Criança e do Adolescente, considerada
uma avançada lei (8.069/90) por organismos internacionais,
o Governo admite que muito dela ainda precisa sair do papel,
enquanto políticos defendem alterações,
principalmente a redução da maioridade penal.
“O momento eleitoral é o da demagogia”,
diz o Secretário Nacional de Direitos Humanos, Paulo
Sérgio Pinheiro. “Não precisa mudar nada.
Judiciário, Ministério Público e Governo
precisam é colocar o Estatuto em prática”.
O balanço dos 12 anos do Estatuto mostra que as taxas
de abandono escolar e a defasagem idade/série comprometem
os índices educacionais. A mortalidade infantil ainda
está largamente associada à falta de água
potável. E as instituições onde adolescentes
infratores cumprem sentença são exemplos da
violação dos direitos humanos. “Cresceu
a oferta de oportunidades, mas a qualidade desses serviços
não conseguiu fazer a diferença”, avalia
o oficial de projetos do Unicef, Mário Volpi. (JB em
14 de julho de 2002)
O DIA - O Estatuto da Criança e do
Adolescente completou 12 anos. A Lei Federal entra na adolescência
com conflitos semelhantes aos vividos pelos jovens nessa idade.
No Congresso Nacional tramitam 27 projetos de lei com sugestões
de mudanças. No campo das idéias, já
existe a discussão sobre a identificação
de menores infratores por meio da impressão digital
só ou conjugada com foto. A inovação
permitiria, entre outras coisas, a comprovação
imediata da autoria de uma infração. Embora
considerado um avanço na preservação
dos direitos de crianças e adolescentes, o Estatuto
não vem garantindo, segundo especialistas, à
distância dos jovens da criminalidade. Na pratica, muitas
das medidas determinadas no Estatuto não saíram
do papel ou são aplicadas de forma inadequada. (O Dia/RJ
em 14 de julho de 2002)
CORREIO BRAZILIENSE - Diversas ONGs realizaram um
manifesto, no dia em que o Estatuto da Criança e do
Adolescente completou 12 anos, para cobrar do governador do
Distrito Federal, Joaquim Roriz , uma dívida antiga:
a posse dos nove membros da sociedade civil no Conselho de
Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA). Mais de
100 garotos foram à sede administrativa do governo
para ajudar na manifestação. A idéia
dos representantes das ONGs era que o governador os recebesse
pessoalmente. Mas Roriz sequer estava em seu gabinete. O problema
que envolve a posse dos conselheiros do CDCA está inviabilizando
uma série de ações que beneficiariam
a criança e o adolescente. Desde agosto de 2001 as
ações do conselho estão paralisadas justamente
porque o Governo do Distrito Federal não empossou os
membros eleitos pela sociedade civil organizada. A coordenadora
do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua no Distrito
Federal, Perla Ribeiro, assegura que muitas entidades ficam
sem receber recursos por conta da inércia do CDCA.
“Algumas dessas entidades recebem dinheiro do governo,
mas de forma irregular, já que não têm
licença do CDCA”, ressalta Perla. (Correio Braziliense
em 13 de julho de 2002)
CORREIO
DA BAHIA - A presidente da Câmara de Vereadores
Mirins de Salvador, Caliana Mesquita, 14 anos, esteve reunida
com a secretária municipal de Educação,
Dirlene Mendonça. Elas discutiram a possibilidade de
adoção do Estatuto da Criança e do Adolescente
como conteúdo escolar. Para a secretária, a
iniciativa seria muito complicada, pois abriria um leque vasto
de assuntos a serem abordados em sala de aula. Dirlene Mendonça
sugeriu outras formas de divulgação do Estatuto,
como sua distribuição nas unidades de ensino.
Apesar de decepcionada, a vereadora mirim diz que ainda pretende
enviar sua proposta para o ministro da Educação,
Paulo Renato. Segundo Caliana Mesquita, permitir às
crianças e adolescentes conhecer seus direitos é
a forma mais eficaz de formar cidadãos. (Correio da
Bahia em 12 de julho de 2002)
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