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Professora...
BRUXA OU FADA?
Ensinar...
Despertar a curiosidade...
Ajudar a criança a ver e entender o mundo...
Uma missão!

Quantas vezes você já ouviu frases como essas
- “A escola é como uma outra casa para as crianças”,
“A professora é a segunda mãe” -
usadas para expressar a importância que o ambiente escolar
tem na vida da criança. Afinal, a escola também
é responsável pela formação do
indivíduo. Sabemos que a escola funciona, mas e a chamada
“segunda mãe” - a professora - será
que além de ensinar os conteúdos exigidos, também
fica atenta ao comportamento de cada aluno, orientando-o,
incentivando-o e promovendo o seu bem-estar? Depoimentos de
crianças entre 5 e 12 anos são estarrecedores,
mostrando que exercer a responsabilidade de “segunda
mãe” não é para qualquer profissional.
Muitos deveriam, inclusive, repensar a profissão que
escolheram.
“A tia era
muito ruim. Se a gente dormisse de um lado, não podia
se mexer mais! Na hora de acordar ela chutava a gente, por
isso eu não gosto dela. Com a outra tia era diferente:
ela contava histórias para a gente dormir”.
“Nunca vou
me esquecer da minha professora do Jardim. Um dia ela levou
um monte de brinquedos e distribuiu entre os alunos. Tenho
até hoje a girafinha que ela me deu”.
“Quando eu
era do CA, a tia levou a turma para passear na Quinta. Ela
não me deixou ir ao banheiro. Fiz xixi na calça.
Ela gritou muito comigo”.
“Ano passado
fui com a minha professora visitar o Maracanã. Ela
me deu um beliscão porque briguei com o meu colega”.
“Quando eu
era pequena, a minha professora não deixava que eu
fosse ao banheiro nem que bebesse água no bebedouro.
Seus olhos eram verdes e me davam medo. Seu jeito era de maluca”.
“A minha
professora era uma bruxa que gostava de bater nas crianças.
Ela era uma chata”.
“Eu tinha
5 anos e era do Jardim. Todo mundo estava brincando de pique
na sala. O Anderson bebeu a Coca-Cola da professora e colocou
a culpa em mim. Ela me colocou na Secretaria e chamou meu
pai. Ele me bateu e ela que foi a culpada”.
“Minha professora
era muito má. Um dia ela me pegou pela orelha e me
obrigou a limpar o chão da sala. Eu contei para a minha
mãe e ela me tirou da escola. Agora sou feliz”.
“Minha professora
saía toda hora da sala, aí eu fazia bagunça.
Quando ela voltava, só me colocava de castigo. Os outros
continuavam brincando. Ela era muito má”.
“Minha professora
da primeira série era uma bruxa. Quando eu não
sabia fazer o dever de matemática, ela mandava eu sentar
o rabo na cadeira e me virar sozinha. Eu ficava muito assustada
porque tinha medo dela. Minha mãe fez queixa dela na
escola. Não deu em nada porque ninguém acreditou
em mim”.
“Na primeira
série, a professora colocava a gente para dormir na
sala da casinha. Nós tínhamos que ficar numa
posição só. Quem se mexesse levava um
chute nas costas. Um dia ela me chutou várias vezes.
Reclamei com o meu pai que foi na escola falar com ela. Aí
ela passou a fazer carinho na minha cabeça. Nunca mais
acreditei nela”.
“A tia puxou
a minha orelha. Eu fiquei chorando. Ela é uma bruxa
que grita comigo e me coloca de castigo”.
Tudo o que provoca
dor é violência. A criança não
deve ser educada com dor, mas com amor e paciência.
É inadmissível que um educador seja o agressor.
Por isso, todos os profissionais de educação
devem ser orientados para que em caso de suspeita de maus-tratos,
a coordenação da escola seja acionada e os pais
informados. Não pode haver corporativismo! Afinal,
ninguém deve querer que a criança seja vítima
novamente. Todos somos responsáveis para tentar mudar
determinadas histórias de vida de pequenos seres, os
adultos de amanhã!
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